domingo, 4 de dezembro de 2016

EMUM - Eco Madeira Ultra Maratona 2016











Anticiclone dos Açores




















“Passamos a grande Ilha da Madeira,
Que do muito arvoredo assim se chama,
Das que nós povoamos, a primeira,
Mais célebre por nome que por fama:
Mas nem por ser do mundo a derradeira
Se lhe aventajam quantas Vénus ama,
Antes, sendo esta sua, se esquecera
De Cipro, Gnido, Pafos e Citera.
“Os Lusiadas”, Canto V – Estância 5
Luis de Camões




Arquipélago da Madeira

Arquipélago (pop. est.: 300 000), 798 km²; capital: Funchal; país: Portugal, estatuto: Região Autónoma.

Situado no oceano Atlântico a cerca de 560 km da costa de Marrocos, o arquipélago da Madeira é formado pelas ilhas da 
Madeira, a maior, e Porto Santo, ambas habitadas, além das Desertas e das Selvagens (estas um pouco mais próximas de África), dois pequenos grupos de ilhas não povoadas. Conhecidas pelos Romanos como "Ilhas da Púrpura", Porto Santo e a Madeira foram redescobertas no século XV por navegadores ao serviço do Infante D. Henrique.

As origens vulcânicas da Madeira permanecem bem visíveis em locais como o anfiteatro montanhoso que envolve o Funchal, vestígio de uma antiga caldeira. A ilha é extremamente acidentada, com picos que atingem os 1860 m de altitude. Felizmente para os turistas, a actividade vulcânica cessou há cerca de 6500 anos – contudo, foi essa actividade que dotou a ilha de uma paisagem fértil, formada até recentemente por um importante manto de antigas florestas subtropicais que esteve na origem do seu nome – Madeira.

Nas encostas do norte da ilha permanecem bem preservadas algumas áreas dessa antiga floresta (laurissilva), hoje classificadas como Património Mundial pela UNESCO. No entanto, as soberbas flores que deram fama à Madeira podem ser apreciadas em todo o território e durante todo o ano. Uma das melhores formas de contemplar as soberbas paisagens é fazer um 
passeio pelas levadas – caminhos que seguem junto aos canais que outrora irrigavam as áreas mais secas.

A Madeira é um encantador destino turístico durante todo o ano, e embora seja importante a produção de bananas, de cana-de-açúcar e de Vinho da Madeira, grande parte do seu crescimento económico deveu-se ao turismo. O norte permanece essencialmente rural, enquanto o sul, sobretudo no Funchal e áreas vizinhas, tem vindo a crescer proporcionando acolhimento aos turistas mais exigentes. Muitos dos melhores hotéis da ilha encontram-se nesta área.







“No man is an Island, entire of itself; every man is a piece of the Continent, a part of the main; if a clod be washed away by the sea, Europe is the less, as well as if a promontory were, as well as if a manor of thy friends or of thine own were; any man's death diminishes me, because I am involved in Mankind; And therefore never send to know for whom the bell tolls; It tolls for thee.”
John Donne, Meditation XVII



"Don't part with your illusions. When they are gone, you may still exist, but you have ceased to live."
- Mark Twain
  







Dar a volta a uma ilha…

É uma espécie de sonho de criança.

Uma volta completa a uma ilha.

E que ilha! A magnífica, imponente, selvagem, Ilha da Madeira! Com suas falésias escarpadas que nos atiram do alto para o abismo do mar profundo.

Com suas rugas profundas de lava ardente e seus jardins luxuriantes batidos a bátegas de água abundante.

Um desafio destes não se recusa.

Assim que me foi apresentado pelo meu amigo João Colaço, aceitei logo.

Este ano ainda não tinha cumprido a obrigatória prova de 100 milhas e esta vinha mesmo a calhar.


Para mais com o aliciante da companhia dos amigos e companheiros de viagem João Mota e Paulo Osório.






E foi mesmo com eles que parti na madrugada de quinta-feira dia 24/11, no avião da easyJet, voo das 7h00. Levámos apenas uma mala de porão, que partilhámos entre os três, para colocarmos algum material extra e sobretudo os bastões, que iriam fazer muita falta durante a prova.












O voo decorreu sem incidentes. À chegada deparámos com o Lino Luz, que também estava inscrito.






Apanhámos juntos o Aerobus que nos deixou no 3º apeadeiro, praticamente defronte ao Hotel Residencial Parque, no centro do Funchal, onde pernoitámos as 4 noites da estadia.










Quarto simples, mas com as comodidades suficientes para três aventureiros.






Fomos a Câmara de Lobos buscar os dorsais e os sacos das duas mudas de roupa e aproveitámos para almoçar uma belíssimas lapas e peixe-espada preto com batata-doce.
















Passeio e Jantar frugal de esparguete carbonara. Às 23h00 já estava no quarto a dormir.

Uma noite repousante, das melhores que tive nos últimos tempos e acordei mesmo a tempo de tomar o pequeno-almoço às 10h00, juntando-me aos companheiros.

Novo almoço de esparguete e voltámos para a residencial a fim de preparar os sacos e o equipamento.

Às 15h30 estávamos no local de partida, na Promenade do Funchal, Avenida do Mar, Praça do Povo.

Os restantes atletas encontravam-se por lá. Cumprimentei efusivamente o Alexandre Cunha e o Paulo Costa, companheiros de inúmeras destas aventuras, ao longo dos últimos anos.

O Nuno Gonçalves fez o briefing para os 19 atletas que alinham à partida, 18 homens e uma única mulher.

Idades compreendidas entre os 23 anos do mais novo e os 55 do mais velho.










São agora 16h00 e é dada a partida. Somos encaminhados para fora da cidade pelo Ilídio que nos deixa à saída. A partir daí estamos por nossa conta. O tempo por enquanto está quente e solarengo. No entanto as previsões apontam para chuva forte durante a noite.










Como diz o povo, “enquanto o pau vai e vem folgam as costas,” portanto há que andar depressa enquanto podemos.






Os primeiros 8 km até ao Caniço são percorridos em grupo em pouco menos de uma hora. O percurso é maioritariamente por alcatrão ou empedrado, mas a vista é magnífica. Os atletas começam a dispersar-se. Uns avançam mais rápido, outros mais vagarosos (eu incluído).
























Passo pelo aeroporto ao entardecer. A descida para Machico já é feita de noite. É a primeira de muitas descidas que serão feitas por umas escadarias típicas na Madeira, extremamente escorregadias quando molhadas, devido ao musgo e às características da pedra e do cimento utilizado.













Primeiro abastecimento de sólidos aos 15,6 km. Chego lá com 03:00:33 decorridos. Estou em 16º lugar. O João Oliveira já aqui passou faz 45 minutos. É uma máquina aquele rapaz!

O João e o Paulo levam-me 20 minutos de avanço. O Alexandre Costa e o Paulo Cunha saíram há 5 minutos.

Agora vamos atravessar a cordilheira para conseguirmos aceder à costa norte da Ilha. Tal como Aníbal atravessou os Alpes com o seu exército assim vamos nós correr de encontro ao nosso destino.








De noite a progressão é mais difícil. As fitas são daquelas vermelhas e brancas não refletoras, e as setas verdes no chão não são fáceis de ver durante a noite. Para além de que algumas foram nitidamente raspadas pelas populações locais, pouco habituadas a este ipo de evento desportivo.

Seja como for, perco-me apenas 3 ou 4 vezes, nunca por demasiado tempo pois volto atrás até reencontrar o caminho. Estas contrariedades fazem parte do desafio e saber ultrapassá-las sem desmoralizar é uma característica essencial de um Trail Runner bem-sucedido.

Por mais que planeemos uma prova ao mínimo detalhe, vão ocorrer sempre vários eventos inesperados, que podem deitar tudo a perder caso não saibamos lidar com eles adequadamente.

É isso mesmo que torna o Ultra Endurance uma modalidade fascinante que exige uma enorme disciplina e resiliência mental. Em todas as 5 provas de mais de 100 milhas que já concluí, tive que enfrentar enormes desafios que não tinha previsto. E foi o ultrapassar desses desafios que me fez saborear o sucesso do desafio concluído como uma enorme vitória.

Desde lesões que surgem na véspera, até meias mal escolhidas que estropiam os pés, quedas aparatosas ou incapacidade de ingerir alimento, tudo nos pode levar a desanimar caso não mantenhamos a fé.

E mesmo que a fé não mova as montanhas, certamente nos move para além delas.



Assim sendo, eram 21h24 quando finalmente cheguei a Porto da Cruz. Abastecimento sem história. Todos eles são iguais, exceto os dois das mudas de roupa. Bananas, gomos de laranja, batata frita, chocolate, barritas, passas, queijo, água, coca-cola e um isotónico muito aguado.











Mesmo sabendo que pode ser deletério para o meu estomago, dada a acidez que a caracteriza, passo o tempo a beber coca-cola, pelo açúcar a pela cafeína.

Como tudo o que consigo e avanço para noite. Vamos agora percorrer a costa norte da ilha.














Agora é a subida para Santana onde vou chegar às 01h39, com 47 km de prova feitos e 2.100 mD+. ainda não é um terço de prova mas já é qualquer coisa. É aqui que está a primeira muda de roupa e a primeira canja quentinha. A canja é uma maravilha, cheia de carne e massa. Vale a pena repetir. Quanto à roupa, não altero nada.













Coloquei um power-bank em cada saco de muda de roupa para carregar o Sunnto. Contudo, reparo agora que me esqueci da pinça para carregar o relógio. Ora bolas! Vai dar para apenas 10h de GPS. Depois fico às escuras.

Saio reconfortado e lanço-me em mais uma daquelas descidas híper-escorregadias que percorro muito cautelosamente ao ritmo de um elefante obstipado. Após duas ou três quedas felizmente sem gravidade, a minha velocidade desce para sub-vegetal, quase mineral.


Subo para S. Jorge e prossigo em direção a Arco de S. Jorge onde chego após 11:00:33 de prova. São 3 da madrugada e a noite nunca mais acaba.

































Agora é que estou a pouco mais de um terço da prova, com 60 km percorridos e 2.700 mD+. Neste ponto ainda estão todos os atletas em prova e eu continuo em 16º de um total de 19.

Chega o atleta mais velho, o José Nunes que me diz que o tempo de corte do próximo abastecimento é às 6h da manhã. Pela primeira vez numa prova me preocupo com o tempo de corte. Tenho que percorrer os próximos 13 km em menos de 3 horas. Não me parece muito folgado. O melhor é pôr-me a andar. Ala para S. Vicente!

Felizmente o percurso é bastante plano e dá para ganhar velocidade. Chego lá às 5h15. Sem relógio é difícil aferir da velocidade de progressão. Abasteço e saio novamente, desta vez em direção ao Seixal. 7 km rápidos e planos a ouvir o mar a bater na praia, e a passar nos túneis antigos, interditados, paralelos aos mais recentes e modernos.





























Chove que se farta. Numa dessas passagens pela estrada regional 101 antiga, apanho uma tal bátega que até ando para trás com a força da chuva e do vento. O que vale é que o bonatti prova ser um excelente impermeável e mantem-me razoavelmente seco.

Apanho o José Nunes e seguimos juntos até ao Seixal, onde chegamos são 6h43. Ainda está escuro como breu.












Começa a clarear quando iniciamos a subida do meio quilómetro vertical, a caminho de Porto Moniz. Este é dos troços mais bonitos da prova e ainda bem que o fazemos de dia. Nós os dois devemos ter sido os únicos atletas a percorrer este troço com visibilidade diurna. Atrás de nós já não vem mais ninguém, pois houve 2 desistências e um barramento no controlo de tempos.







Ainda não chegámos a Porto Moniz e já o João Oliveira vai na ponta Oeste da Ilha, com mais de 20 km de avanço.






O José Nunes desce melhor do que eu e portanto quando finalmente chego ao belíssimo Oásis de Porto Moniz já ele partiu. Porto Moniz é uma alegria! Como o mais que posso no abastecimento e encharco-me de coca-cola. 90 km com 3.900 mD+ já cá cantam, mas vou necessitar de muita energia para fazer o resto.








De cada vez que me alimento é como se renascesse. Sobretudo após alimentos mais substanciais, como canjas. Estas provas são indubitavelmente autênticos eventos gastronómicos em que se safa melhor quem tiver o estomago mais rijo. Estomago e cabeça, são os dois elementos mais importantes do Ultra Endurance. Só depois vêm as pernas e o coração, nesta hierarquia de órgãos essenciais para a performance.

Ok, agora há que subir para as Achadas da Cruz. A subida é empinada mas a energia está renovada. 100 milhas fazem-se por troços. Cada um é diferente e em cada um deles nos sentimo de forma diversa.







Hesito entre virar à esquerda ou continuar em frente mas lá me decido a prosseguir no mesmo caminho.

Às 7h partiram de Porto Moniz os atletas da prova de 80 km. 










Quando chego ao abastecimento dos 100 km já está tudo muito escolhido e pouco resta. São 11h34, sou o último a passar, já não sobra quase nada. Também não sinto grande necessidade de abastecer. Ingiro uma das barras energéticas que carrego comigo e isso é suficiente para me dar alento. Inicio um trote vigoroso e em breve ultrapasso o José que vai um pouco mais lento. Agora temos que atravessar a ilha para a costa sul, não sem antes irmos ao ponto mais ocidental, a Ponta do Pargo.











As pernas já estão muito massacradas mas vão aguentando a retranca. Chego ao abastecimento às 13h10. O tempo está ótimo para correr, eu é que já não estou grande coisa. Encontro o Élio Silva que teve que ficar por aqui.








Indicam-me o caminho e lá vou eu para os últimos 60 km. 

O próximo abastecimento é na lindíssima vila de Paúl do Mar. 

Da Fajá da Ovelha até ao nível do mar vai ser uma descida com uma vista magnífica. 












Às 15h14 sou muito bem recebido no abastecimento. Este é o 2º ponto de muda de roupa, aos 120 km, e tomam bem conta de mim. Mais uma canja excelente, e adicionalmente o luxo de um copo de café a escaldar.


Não altero nada na roupa. Aproveito é para guardar na mochila mais algumas barras energéticas que tinha colocado no saco. Podem vir a fazer falta. Às vezes passam-se 3 horas entre abastecimentos, sobretudo quando esses têm mais de 12 km de intervalo.

Saio do abastecimento e percorro cerca de 2 kms na frente marítima do Paúl até à ponta oposta. Aqui tem início outra das grandes subidas da prova. Uma subida interminável, que tem sempre mais uma curva que nos deixa sempre mais afastados das casas lá em cima. Mas com paciência tudo se consegue e por fim lá chego ao topo.

Agora há um posto de controlo sem abastecimento em Estreito da Calheta, que é o ponto de partida da Maratona.








Na Calheta, ao km 135, temos o abastecimento. Já só faltam 37 kms!!! Agora sei que acabo nem que o tenha que fazer a andar ou a rastejar. Não seria a primeira vez numa prova de 100 milhas. No entanto prefiro arranjar forças para correr. Andar 37 kms demora uma eternidade e é mentalmente muito desgastante quando já se tem 26:23:03 de prova. São agora 18h23 e está a anoitecer rapidamente. Ultrapassei mais dois companheiros que vêm mais lentos. Um deles acabaria por desistir.

Agora tenho que me dirigir para a Ponta do Sol no km 143. Forço um trote muito dorido. Vou lento, pouco mais rápido que uma marcha forçada, mas é o que se consegue. O retorno da noite trás consigo os seus fantasmas de volta.

Começo a ter pequenas alucinações. O cérebro vê coisas que não existem. Pessoas onde estão apenas caixotes do lixo. Animais onde se encontram pedras. Agora o desafio é sobretudo mental. Obrigar os pés a se moverem sincopadamente, um após o outro.

Não sei a que horas chego finalmente á Ponta do sol. Parece que passou uma eternidade. Sem relógio para me orientar o tempo deixa de fluir. Fico suspenso numa limbo temporal em que os eventos não parecem obedecer a uma ordem causal específica.














Avanço como que por milagre. Próxima paragem: Ribeira Brava. Como lá cheguei não faço ideia, mas cheguei. 







Agora tenho pela frente um dos maiores desafios da prova: a subida de 600 m para a Quinta Grande. Nesta altura do campeonato é como subir o Evereste. Vai exigir um esforço titânico de todas as fibras do meu ser. Um esforço lento, paquidérmico, constante, irresistível.











158 km com 6.900 mD+ já estão feitos! Cada prova de 100 milhas é uma prova. Das 5 que já fiz esta é aquela que tem menor desnível acumulado. No entanto também é aquela para a qual vim pior preparado (menor treino, maior peso). Para além disso nunca fiz uma prova que tivesse tanto alcatrão e empedrado. Os meus pés já não aguentam mais o sapateado no chão duro. Os joelhos felizmente vão-se aguentando, mas os pezinhos estão nas últimas. Tenho receio de sofrer alguma fratura de esforço. Vamos ver se isto se aguenta.

Faltam 14 km em duas etapas. Vou descer para Câmara de Lobos, numa descida infernal, com milhares de degraus, que vou fazendo como posso. Julgo que o abastecimento estará no molhe, mas quando lá passado verifico surpreendido que me enganei. Ainda faltam vários kms para lá chegar. Esse kms vão ser feitos junto ao mar. Em cada curva vejo um abastecimento com voluntários a acenar. Sempre que lá chego constato que o cérebro me pregou mais uma partida.









Até À Praia Formosa ainda vou ter que penar. Lá chegado, o abastecimento é depois de um túnel muito curioso.









Já só faltam 6 km planos. No entanto vão ser integralmente feitos a andar, que agora é que já não dá mesmo para ser de outra forma. A parte inicial é toda pela Promenade, até que inflete para dentro, para o meio da enorme oferta hoteleira do Funchal. As pessoas com quem me cruzo não sabem bem como reagir a esta espécie de alienígena, que caminha apoiado em bastões e com um frontal agarrado à testa. Devo fazer uma linda figura! E lá vou caminhando por entre os hotéis e os ocasionais foliões noturnos que me olham espantados. Agora que penso nisso até me admiro como não mandaram chamar os psiquiatras para me levarem num casaco branco.











Finalmente chego ao passeio marítimo do Funchal. Faltam algumas centenas de metros para chegar à tão almejada meta. Passo a passo vou progredindo lentamente mas seguro da vitória final.

Chego por fim, às 4 da madrugada, após 36:03:27 de prova, cerca de 23 delas feitas de noite.












Sou visto pelas enfermeiras de plantão. Estou com febre e a pupila não reage à luz. Fora isso a glicémia está um pouco elevada, bem como a pressão sanguínea. Dadas as circunstâncias, acho tudo isso normal. Enquanto espero começo a tremer de frio. A solução é embrulhar-me na manta térmica. 

Desisto da massagem e sou transportado até ao hotel no carro de um voluntário.

O banho quente sabe-me como a vida. Meto-me debaixo dos lençóis e durmo um sono reparador.



Às 12h00 os companheiros acordam-me para apanharmos a boleia do Sr. Nobrega que nos leva ao local da entrega de prémios.

Todos quantos terminámos recebemos um prémio. Sou 5º do escalão de M45 e embora só haja 5, também vou ao pódio. É quase uma festa de família. O João e o Paulo fazem 2º do escalão. 






O grande vencedor é o João Oliveira.











Depois da cerimónia somos convidados pela associação de atletismo para almoçar. Temos o prazer de almoçar umas belas espetadas Madeirenses em boa companhia.






A carne sabe-me muitíssimo bem, depois de 36 horas a comer comida de plástico.

Nem janto, vou logo para a cama assim que regresso ao hotel.

O dia seguinte passa-se sossegadamente a passear pelo Funchal.

Às 21h15 avião de volta, e pronto mais uma grande aventura, excelentes momentos de convívio com os companheiros e uma boa história para contar aos netos. Que mais se pode querer?








P.S. já me inscrevi na 6ª. Vai ser a Ronda dels Cims 2017 em torno de Andorra, em Julho próximo. Ele há gajos que nunca se emendam…





4 comentários:

  1. Não te emendes, pois os teus relatos de "viagem" são sempre muito interessantes :). Grande abraço.

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  2. Parece fácil :) Adoro a Madeira e esta prova seduz-me bastante. Talvez para o ano... Parabéns por mais uma! Lá nos veremos por Andorra, apesar de eu ir à Mitic. Um abraço e muitos parabéns!

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    1. Muito obrigado Filipe! Andorra vai ser épico, seja o Mitic, a Ronda ou mesmo a Euforia. Grande abraço!

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